quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lula e o Apagão

Olá, amigos d'A Caricatura!
Se existe na política uma personalidade com carisma - no sentido que propõe o sociólogo Max Weber, - é Lula, que transforma até apagão em capital político.
Logo teremos uma estatal fabricando velas, com ações "pipocando" na bolsa!

Grande Abraço!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E se o celular fosse criado com o Homem?


Quem poderia ser?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Promoção - Livraria da Folha: 50 Razões Para Rir


Olá, amigos d'A Caricatura!
Aqui em casa, a patroa adora uma promoção; em sua homenagem, publico uma imperdível - que, casualmente, é de 50 Razões Para Rir, meu primeiro livro de caricaturas, já adquirido pelas mentes mais espirituosas do planeta!
Eis o link:
http://livraria.folha.com.br/catalogo/1024884/50-razoes-para-rir

Grande Abraço!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Uniban, moral e política


Olá, amigos d´A Caricatura.

Sobre esse evento da Uniban... falar o quê?

Quando penso que demos um passo em direção a um futuro mais tolerante, damos dois pro passado obscuro. Fica um aprendizado: não subestime o potencial violento do moralista; é como umidade em velhas paredes.

Grande Abraço.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caricatura de Mihai Eminescu

Olá, amigos d'A Caricatura.
Post rápido e rasteiro: essa é uma caricatura de Mihai Eminescu - escritor nascido na Romênia.
Faz parte de uma mostra sobre personalidades daquele país, cuja distância não me impediu de participar. Coisas do "encolhimento do mundo" em tempos de internet.

Grande Abraço.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Homenagem a Levi-Strauss!

Olá, amigos d'A Caricatura.
Eis uma homenagem a Levi- Strauss.
Existem pessoas que imprimem seus pensamentos, a ferro quente, na história da humanidade; o antropólogo foi uma delas.
Um adeus e dois sorrisos.

Grande Abraço.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

50 Razões Para Rir - Degustação!

Olá, amigos d'A Caricatura!

Como todos sabem, meu primeiro livro de caricaturas está à venda em várias livrarias e pelo meu site e blog (com o bônus de um maravilhoso, fantástico e ofuscante autógrafo deste humilde, porém magnânimo, autor que escreve e desenha). Deixo uma pequena degustação do que encontrarão no recheio desta publicação. Afinal, meus amigos brasileiros, "nunca antes na história desse país", o riso foi tão importante e funcional.

Peçam os seus exemplares pelo email: acaricatura@acaricatura.com.br

O valor? Oras, apenas a bagatela de R$ 18,00, mais o frete, ou se preferir - e for de São Paulo -, agende comigo um horário e retire na Rua do Sesc Consolação, aproveitamos para tomar um café na Rotisserie do Elia.

Grande Abraço!



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ronald Reagan e Margareth Thatcher

Olá, amigos d´A Caricatura!

Houve um tempo em que as coisas eram diferentes; minha avó diria que o mundo era mais simples: sabia-se quem estava do lado do bem e quem engrossava as fileiras do mal. Foi uma época romântica, regada a refrigerante e batata chips. Atores de Hollywood e Damas de Ferro comandariam nações. Naqueles dias, a ordem era diminuir o Estado e deixar o mercado dar as cartas. Realizar-se-iam, por fim, todos os sonhos de consumo! Chiclete de bola com recheio de licor e uma trilha sonora empolgante para todos!
Aí... veio uma crise mundial - pouco depois do ator hollywoodiano morrer. A Dama de Ferro está demente. E o mercado? Isso eu já não sei... estou preferindo comprar em quitandas.

Grande Abraço!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Democracia Nossa de Cada Dia...


Olá, amigos d'A Caricatura.

Faço breve, porém entusiasmado, elogio ao sistema democrático do Iran:

- O povo tem seus votos computados nas eleições (desde que vote no candidato da situação);
- O povo pode expressar sua opinião sobre o governo (desde que seja a favor);
- O povo manifesta livremente sua orientação sexual (mas esse direito não é utilizado, já que, como afirmou o próprio Ahmadinejad, o Iran não tem cidadãos gays).

Grande abraço e viva a democracia Iraniana!

*A charge acima é uma expressão gráfica do meu asco pela prisão do cartunista iraniano Hadi Heidari, em 23 de outubro, por um regime teocentrista que se pretende vender ao mundo como democrático.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Telefone para Oscar Wilde




Oscar Wilde- Alô?
Pesquisador- Bom dia, senhor Wilde. Gostaria de saber se o senhor tem 5 minutinhos para responder algumas perguntas. Eu trabalho numa empresa de pesquisa de opinião e...
Oscar Wilde- "O trabalho é a praga das classes bebedoras."
Pesquisador- Qual seria, para o senhor, a principal função do Estado?
Oscar Wilde- "O Estado deve fazer o que é útil. O indivíduo deve fazer o que é belo.".
Pesquisador- Na sua opinião, o Estado faz cumprir a constituição brasileira - tratando todos os cidadãos de forma igualitária?
Oscar Wilde- "Não tenho nada a declarar a não ser a minha genialidade".
Pesquisador- Prefere não responder essa pergunta? Ok. O senhor está satisfeito com o papel do Estado na sua vida?
Oscar Wilde- "A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação."
Pesquisador- ...consideraria o atual governo federal "ótimo", "bom", "regular" ou "péssimo"?
Oscar Wilde- "A forma de governo mais adequada ao artista é a ausência de governo. Autoridade sobre ele e a sua arte é algo de ridículo".
Pesquisador- Não consigo classificar essa resposta em meu questionário.
Oscar Wilde- "Ser grande significa ser incompreendido".
Pesquisador- (Risos.) É verdade!
Oscar Wilde- "Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado".
Pesquisador- Calma, eu não quis ofender. Só estava sendo natural.
Oscar Wilde- "O natural também é uma pose".
Pesquisador- Podemos continuar? O senhor votaria no presidente Lula se houvesse possibilidade de terceiro mandato?
Oscar Wilde- "O homem pode acreditar no impossível, mas nunca pode acreditar no improvável".
Pesquisador- Só tenho "sim", "não" ou "prefere não dizer"! Em que diabo de opção coloco a sua resposta?
Oscar Wilde- "As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros"
Pesquisador- Esse trabalho não vale o dinheiro que me pagam! (Desliga.)
Oscar Wilde-
"Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza".


*a caricatura faz parte do meu livro 50 Razões Para Rir.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Caricatura de Picasso


Olá, amigos d'A Caricatura

Eis minha caricatura de Picasso.
Hoje é só isso.
Amanhã: outra charge e outro texto satírico.

Grande Abraço!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Meu livro no Extra.com!


Olá, amigos d'A Caricatura!

Essa é rápida e rasteira, mas, pra mim, muito importante. Meu livro 50 Razões Para Rir está à venda no Extra.com - o que muito me envaidece.
Aos poucos os postos de venda estão aumentando. O retorno nos leitores é muito agradável - um verdadeiro relacionamento virtual, que, mesmo não sendo concreto, é muito real!
Lembro que o espetacular, maravilhoso e soberbo 50 Razões para Rir também é vendido pela bagatela de R$ 18,00 + frete, por este blog e pelo site: www.acaricatura.com.br (com autógrafos, dedicatórias e outros mimos).

Grande Abraço!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A morte e o Riso!

Olá, amigos da Caricatura!

Euripideu Sacarema era desses que não alterava o espírito por nada; era a razão que não baixava armas jamais. Não viera o sujeito ao mundo para brincadeiras. Desde pequerrucho, a carranca fora sua expressão usual, de tal sorte que nada, nem o evento mais fértil em felicidade, o fazia entreabrir a boca para o riso. Ganhou bicicleta e não sorriu; recebeu o primeiro beijo e não sorriu; namorou e não sorriu; casou e não sorriu; ganhou na loteria e não sorriu; teve filhos, netos, bisnetos... e não sorriu!
Aos noventa anos, Euripideu Sacarema esperava a ceifadora visitar o leito de morte. Seus parentes, comovidos, perguntaram o motivo de uma vida de abstinência ao prazer; urgia, naquele instante último, saber a razão de tamanho esforço para nunca ceder mesmo ao ínfimo gracejo.
- Não ri - respondeu o moribundo -, porque não encontrei motivos nesse mundo de tamanho sofrimento e desigualdade.
E morreu, com a habitual máscara de poucos amigos, deixando como herança a culpa cristã que temos interiorizada. A parentalha, perplexa e envergonhada pela falta de compaixão para com as dores alheias, cerrou os olhos em prece à alma do finado.
- Pai nosso que estais nos céus...
Súbito, o inesperado: o corpo sem vida expeliu gases, semelhantes ao punzinho solto, daqueles bem espremidos pelas nádegas, agudinhos, sem pressa para acabar. O riso dos ainda vivos começou tímido ante a solenidade fúnebre; aos poucos ganhou volume e, em uníssono, preencheu até os cantos mais obscuros do quarteirão, anunciando a impotência da morte quando do confronto com o riso. Houve até quem jurasse que o próprio Euripideu Sacarema relaxou o semblante e, depois de morto, assumiu-se cômico e sorriu.

*a caricatura do Dr. da Alegria está no livro de 30 anos da Cooperativa Paulista de Teatro - escrito por Alexandre Mate.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Exame de Toque!



Olá amigos d'A Caricatura!

Fortunato era estudante de veterinária canhoto, tido na conta dos mais competentes. Por ser o melhor aluno da turma, referência aos colegas menos íntimos das lições acadêmicas, ganhou um apelido: Fortunato Sabe-tudo. E, de fato, sabia tudo sobre seus pacientes. Tal consideração tinha pelos animais, que fazia questão de ligar o rádio no melhor do cancioneiro popular, sempre que penetrava com o braço o ânus de uma vaca - atividade rotineira entre os veterinários que tratam dessa espécie. Parecia que os bovinos relaxavam os músculos que circundam o ânus sempre que ouviam Tonico e Tinoco. E deslizava o braço esquerdo do futuro doutor pelo reto do animal que sequer gemia.
Fortunato Sabe-tudo formou-se e teceu, ao longo das décadas, carreira invejável. Tratou milhares de intestinos sempre ao som de Tonico e Tinoco. Passou do rádio para a fita K7, walkman, diskman, mp3, Ipod. Por fim, o braço esquerdo de Fortunato havia pago a conta de tantos ânus bovinos penetrados: a lesão por esforço repetitivo (L.E.R.), havia conduzido o brilhante veterinário à aposentadoria precoce.
Multiplicaram-se os invernos e chegou o tempo de Fortunato fazer exame de toque. Desconfortável, deitou-se de lado sobre a gélida maca do hospital e suou em bicas. O médico tratou de tranquilizá-lo, mas ao escrever no prontuário... veio a surpresa: era, também, canhoto. Vaca. Fortunato Sabe-tudo sentiu-se vaca. O som do lubrificante sendo espalhado pelas luvas fez os músculos do ânus travarem. Sem pensar, assoviou Tonico e Tinoco. Lentamente o ânus ficou dócil, o exame transcorreu sem maiores incômodos, apesar de certa estranheza do examinador que nunca presenciara paciente assoviar durante o procedimento. Fortunato Sabe-tudo saiu do consultório mais feliz do que entrou: considerou-se o melhor dos veterinários... realmente sabia tudo! Sabia até o ponto de vista da vaca.



*a caricatura acima foi feita para uma turma do curso de medicina veterinária.

domingo, 11 de outubro de 2009

A Verdade




- Você acha que eu engordei?

Essa foi a pergunta feita pela moça de vinte e tantos anos, ao aparecer num vestido vermelho que lhe marcava o corpo. Seu noivo, apologista da verdade, pego de surpresa pela pergunta acabrunhante, lembrou da graciosa silueta que tivera a amante. O silêncio veio como resposta.

- Pode falar. Eu engordei um pouquinho, não engordei?

A insistência fez o rapaz de rígida formação protestante a, num átimo, fletar com a mentira conveniente pela primeira vez. Mas o que o Senhor Jesus haveria de pensar? Permaneceu de boca cerrada, apesar de esboçar um sorriso embebido de amarelo.

- Fala, amor!

A imagem de uma leitoa saltou-lhe à mente, mas foi prontamente exorcizada com um leve esforço mental. A moça insistia na obtenção de uma resposta e o pobre sujeito, vítima da verdade, teria de manifestar-se. O conflito entre a mágoa iminente da companheira e a traição de seus princípios beirava o insuportável. Resolveu o dilema com um galante convite:

- Que tal uma bomba de chocolate?

Ambos saíram em direção à confeitaria, lépidos, felizes, desejando o punhado de açúcar – que é ideal tanto para aliviar a preocupação com a aparência quanto para adoçar a verdade.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Gente!

Olá, amigos da Caricatura!

Tem bicho que parece gente.
Feito certa cadela de nome Sofia - que se não tiver carinho vai chorar na cama.
Tem gente que parece bicho.
Feito um conhecido meu - que, pra se dizer rebelde, urina nos muros das empresas privadas.
Tem gente que parece máquina.
Feito esse povo mecatrônico - que acorda pra trabalhar e trabalha pra acordar.
Tem máquina que parece gente.
Feito esses robôs japoneses - que, dia desses, recebem uma alma no upgrade.
Tem gente que parece Deus; Deus que parece gente.
Agora... o difícil é achar gente como a gente: pois gente fina, que nem a gente, só existe em número ímpar... e não chega ao 3.

Grande Abraço!

*a ilustração foi para a capa da Revista Profissionais & Negócios, da Editora Fênix.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Saci e a Abóbora

Olá, Amigos d'A Caricatura!

Nas férias últimas, passeava sozinho pela mata de Alfenas (interior de minas Gerais), quando ouvi o intrigante diálogo que ora relato:

Jack Abóbora- A luta continua, Saci!
Saci- Luta?
Jack Abóbora- Está na hora de nós, seres lendários, unirmo-nos.
Saci- Pra quê?
Jack Abóbora- Pra dar expressão concreta à consciência de classe.
Saci- Consciência de Classe? O que é isso?
Jack Abóbora- É quando um ser fantástico se identifica no trabalho assustador do outro ser fantástico. Uma vez organizados, cobraremos direitos autorais das editoras, da lojas de fantasias, televisões... é em cima da nossa imagem folclórica que eles lucram! Você vai faturar muito com as vendas dos livros de Monteiro Lobato.
Saci- Dinheiro?
Jack Abóbora- Muito dinheiro!
Saci- Sei. Então, quer dizer... que você se identifica comigo?
Jack Abóbora- Totalmente! Somos frutos do mesmo processo histórico fabular; somos companheiros; somos, praticamente, camaradas mitológicos!
Saci- Fico aliviado.
Jack Abóbora- Aliviado?
Saci- Não vou precisar pedir desculpas.
Jack Abóbora- Pelo quê?
Saci- Por saciar minha vontade de comer abóbora.
Jack Abóbora- Comer... abóbora?!
Saci- Mas fique tranquilo, a luta continua! (nhac!)

Quando me aproximei, o que havia sobrado do espetacular encontro não contava mais do que um punhado de bagaço de abóbora.

Grande Abraço!

* a ilustração acima foi feita para o pessoal da Revista Carta Fundamental.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Mamute



Olá, amigos d'A Caricatura.

Certa noite um adolescente da idade das pedras (Ug), e um adolescente contemporâneo (Pedro), encontraram-se, casualmente, numa caverna anacrônica...

Ug- Você também está fugindo?
Pedro- ... da fera! Não sei o que fiz pra ser perseguido desse jeito.
Ug- Não precisa fazer nada. É a lei da natureza: o mais forte domina, o mais fraco obedece. Mas um dia... seremos fortes, aí... ele vai ver! Vamos fazer e acontecer; vamos dominar essa selva!
Pedro- Está tão gordo, parece uma bola de pêlos.
Ug- E o dentes? Que nojo!
Pedro- Você reparou como ele cheira mal?
Ug- Faz dias que não vê água.
Pedro- Nem me diga. Depois que come, fica soltando gases horríveis!
Ug- Outro dia estava andando por aí todo cagado.
Pedro- Foi a maior tiração de sarro! ...mas como você sabe disso? Só o pessoal de casa viu...
Ug- Oras, o mamute ronda essa caverna faz uma semana.
Pedro- Mamute? Eu estava falando do meu pai...

* a ilustração acima foi feita para o pessoal da Revista Carta Fundamental - está nas bancas, confiram!


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Caricatura de D. Pedro I


"Como é para o bem do povo e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!"

- Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Telefone para Einstein




Einstein-
Alô?
Operador de Telemarketing- Boa tarde, represento a escola de idiomas Easy for You. O senhor acaba de ganhar um curso básico de inglês sem custo nenhum; o único investimento é o material didático! Parabéns! O senhor foi escolhido entre centenas de concorrentes - que sorte, hein?
Einstein- "Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos".
Operador de Telemarketing- Como sabemos, o inglês é uma língua fundamental para quem quer ter um futuro promissor.
Einstein- "Eu nunca penso no futuro. Ele não tarda a chegar".
Operador de Telemarketing- ...e com o inglês fluente o seu sucesso será garantido
Einstein- "O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário".
Operador de Telemarketing- Não na escola Easy for You! Aqui o senhor falará outro idioma em apenas seis meses, não é fantástico?
Einstein- "O tempo é relativo e não pode ser medido exatamente do mesmo modo e por toda a parte".
Operador de Telemarketing- Eu não entendi o que disse... acho que temos um pequeno problema de comunicação...
Einstein- "Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos."
Operador de Telemarketing- Então... não tem interesse em ser um homem de sucesso?
Einstein- "Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso."
Operador de Telemarketing- Quem perde é o senhor! Hoje em dia, quem não fala o inglês já é quase um analfabeto! (desliga).
Einstein- "Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Telefone para Lula



Presidente Lula- Alô?
Operador de Telemarketing- Boa tarde, eu gostaria de felicitá-lo, o senhor ganhou o direito de utilizar, por uma semana, nosso site de relacionamentos amorosos Brazilian Sex. Além dos anúncios quentes e contos eróticos, há dicas para não comprometer o relacionamento com erros que podem ser facilmente evitados.
Presidente Lula- "Aprendi a contar até dez, apesar de só ter nove dedos, que é para não cometer erros..."
Operador de Telemarketing- O senhor se lembra quando foi sua última relação íntima?
Presidente Lula- "Quando Napoleão foi à China".
Operador de Telemarketing- Nós sabemos que manter uma vida sexual constante, com a correria do dia-a-dia, não é coisa das mais simples.
Presidente Lula- " O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil."
Operador de Telemarketing- Pode se considerar otimista quanto à reação das mulheres acerca de sua aparência?
Presidente Lula- "Todo brasileiro tem motivos para se sentir otimista. As perspectivas só são ruins para os desempregados."
Operador de Telemarketing- ...mas o senhor diria que pode ser classificado como um conquistador?
Presidente Lula- "... a galega engravidou logo no primeiro dia, porque pernambucano não deixa por menos".
Operador de Telemarketing- Para finalizarmos nossa oferta de serviços, é preciso um número de cartão de crédito, mas pode ficar sossegado, já que, por enquanto, não haverá cobrança alguma. Está com seu cartão em mãos?
Presidente Lula- "Por que em vez de perguntar você não enche a boca de castanha?"
Operador de Telemarketing- O quê? Castanhas? Isso é jeito de tratar um cidadão?
Presidente Lula- "Um dia acordei invocado e telefonei para o Bush".
Operador de Telemarketing- Pois acaba de perder a promoção! Vai ficar na mão! (desliga.)
Presidente Lula- "O contato direto é uma coisa insubstituível. Se eu pudesse, abraçava todo mundo."

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Entrevista!

Olá, amigos d'A Caricatura!

A Melissa do Portal Primeiramão entrevistou esse humilde, porém magnânimo, caricaturista que escreve. Na sequência posto o que foi para mim motivo de grande honra e prazer.

Grande Abraço!

As caricaturas de Toni D’Agostinho

tonicaricatura Toni D’Agostinho é sociólogo, caricaturista, ilustrador, escritor e diretor teatral.

Estudioso do riso e suas derivações, Toni já fez vários trabalhos para as principais editoras do País.

Participou da exposição de caricatura “Futebol Pensado”, durante a Copa de 2006 no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, e criou para o Banco do Brasil a mostra “Nanquim no Machado” com personagens de Machado de Assis caricaturadas.

Na televisão fez caricaturas para o programa Show do Tom, da Record e Raul Gil da Bandeirantes.

Nessa conversa com o Blog do Primeiramão, ele nos conta como começou sua carreira e como é ter um trabalho que, para muita gente, mais parece brincadeira, fazer caricaturas.

1- Você sempre desenhou desde criança? Quando começou seu interesse pelo desenho? Você era daquele garoto que ficava na sala de aula desenhando os Eça de Queiroz professores?

Toni: Desenhei como todas as crianças desenham em sala de aula; acredito que nem mais, nem menos. Não desenhava os professores, desenhava cenas de ficção, monstros e super-heróis. O que eu queria mesmo era conseguir representar graficamente o que via em meus pensamentos.

2- Por que escolheu a caricatura?

Toni: A caricatura acabou me escolhendo. Desenhava outras coisas, mas as pessoas “pediam toda a sorte” de desenhos satíricos. Há também uma forte demanda por caricaturistas em eventos corporativos e eu peguei carona, meio sem querer, nessa procura. O estudo sobre a importância da caricatura para a História e formação da opinião pública veio muito depois.

3- Quando começou a fazer caricaturas profissionalmente? Como foi sua primeira experiência?

Toni: Foi num evento aos 19 anos. Eu nem sabia direito o que estava fazendo, mas estava sendo pago e as pessoas estavam gostando dos desenhos. Apesar do nervosismo e do receio de não conseguir fazer caricaturas interessantes, o evento foi muito bom e outros vieram. Posteriormente entraria no mercado editorial, onde me encontro até hoje.

Groucho 4- Qual o artista que lhe inspirou para seguir a profissão?

Toni: Minhas influências são as histórias em quadrinhos.

5- Para você, quais os artistas brasileiros mais importantes para a caricatura?

Toni: Entre meus contemporâneos, gosto de Loredano, Baptistão, Gustavo Duarte, Fernandes, Paulo e Chico Caruso… Mas é difícil falar sobre esse ou aquele artista; a gente sempre acaba esquecendo alguém.

6- A caricatura muitas vezes serve como crítica social e política. Qual a importância dessa crítica para a sociedade?

Toni: Penso que a caricatura política tem a vocação de representar o comportamento moral e eticamente reprovável de um ator social - esse fenômeno resulta na subtração de capital político do caricaturado. Portanto, a poesia gráfica satírica trata de nutrir as mentalidades que formam a opinião pública. Esse é exatamente o tema do meu TCC em Sociologia.

7- Você já vez alguma caricatura que a pessoa retratada não gostou? Como foi?

Toni: Isso acontece. Geralmente quem gosta da caricatura são os amigos do caricaturado- já que este experimenta uma espécie de sacrifício simbólico no qual sua pessoa está à disposição do ridículo.

Ringo 8- Quais as qualidades que o caricaturista deve ter?

Toni: O caricaturista deve ser um crítico que tem o exagero como meio, nunca fim, para chegar a uma sátira que revele o que está escondido pelas “maquiagens sociais” que chamamos aparência.

9- Você lançou recentemente seu primeiro livro de caricaturas “50 Razões para Rir”. Neste livro, estão frases de grandes pensadores sobre a importância do riso. Por que escolheu este tema?

Toni: O riso é frequentemente excluído das produções de conhecimento, por, acredito, uma construção histórica que uniu a seriedade à sisudez. O objetivo do livro é desnaturalizar essa impressão, citando - e caricaturando - as grandes mentes que, sabiamente, perceberam a importância do riso para a existência humana.

10- Hoje, existem vários programas gráficos que permitem desenhar direto no computador. Você usa muito o computador ou prefere o lápis, nanquim e prancheta?

Toni: Dificilmente encontraremos um artista gráfico que não lance mão dos recursos do computador. Entendo que não há conflito entre peças desenhadas à mão e peças feitas digitalmente. Encaro o computador como mais uma ferramenta. A mesma dinâmica característica da sociedade haveria de acompanhar o modo de produção da arte.

Capitu, personagem do Machado de Assis 11- Para você, usar o computador para desenhar atrapalha ou ajuda o artista?

Toni: Não acho que ajuda nem atrapalha. É uma nova dimensão do fazer artístico que estamos aprendendo a enxergar.

12- Hoje, é essencial saber utilizar o programa de computador para desenhar?

Toni: Acredito que não. Sobre os softwares, o estilo do artista vai pedir um programa que atenda às necessidades da sua estética e não o contrário. Cresceu muito o campo para o autodidata com a presença de arte e tutoriais na internet, mas acho que nada substitui o estudo orientado, como ponto de partida.

HitchcockO desenho vem da observação e da técnica. Acho que mais essencial é utilizar as tecnologias contemporâneas para a reprodução e exibição das peças. Os softwares ajudam a dar visibilidade aos desenhos; a internet trouxe um novo tempo no qual um artista gráfico da menor cidade do país pode ser mundialmente conhecido. O fato de uma caricatura ser feita à mão ou desenhada pelo computador é menos importante do que o olhar expressivo do artista, a ideia que a obra carrega e a relação com o público.

13- O que o caricaturista de hoje precisa saber ou fazer para se destacar?

Toni: Para se destacar o caricaturista precisa estudar. Só assim consegue ter um repertório capaz de expressar originalidade.

14- Muitas pessoas acreditam que desenhar é um dom. Isso é verdade?

Toni: Não. Dom é a palavra utilizada para explicar alguma perícia mais ou menos rara embrulhada num tanto de subjetividade. A arte que maravilha as pessoas é fruto do estudo, trabalho e incentivo, presentes desde a infância.

Contato

Toni D’Agostinho

Blog: http://www.acaricatura.blogspot.com/

E-mail: acaricatura@gmail.com

capalivro Livro: 50 razões para rir

Noovha América Editora Distribuidora de Livros Ltda.

Rua Monte Alegre, 351 – Perdizes

São Paulo/SP - CEP: 05014-000

Telefax: (0xx11) 3675-5488

Site: www.noovhaamerica.com.br,

E-mail: nova.america@cyberspace.com.br

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Aonde A Caricatura foi Parar (4)


Olá, amigos D'A Caricatura!
Essa última caricatura de Nietzsche que fiz para a Revista Filosofia está "girando"muito bem pela internet. Recentemente recebi uma agradável surpresa ao ver sites que estão utilizando a imagem. Acima posto dois: o site da Editora Escala - que deu grande destaque para a arte; e o UOL.
Também, pudera: não é todo dia que o Nietzsche se veste de Moreira da Silva!

Grande Abraço.

Toni.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Capa da Revista Filosofia!


Olá, amigos d'A Caricatura!
Está nas bancas a Revista Filosofia de julho, cuja capa tive o prazer de ilustrar. A caricatura é de Nietzsche - nas roupas do malandro carioca do início do século passado.
Tenho por essa edição grande estima, pois, além da capa, há uma segunda caricatura do bigodudo, a nanquim, (do meu livro 50 Razões Para Rir), que ilustra outra matéria.
Grande Abraço!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lançamento do meu Livro!



Olá, amigos d'A Caricatura.
É com muita alegria que envio o convite do lançamento de meu primeiro livro de caricaturas: 50 razões para rir.
Gostaria de contar com a presença de todos na HQMIX livraria para um bate-papo, risadas e caricaturas.
Grande Abraço!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Dois Caricaturistas no Programa do Bonitão!

video

Olá, amigos d'A Caricatura.
Muitos trabalhos - graças ao bom Deus -, apareceram; mantive-me, por conta disso, ausente da blogosfera. Mas o bom filho à casa torna. Finalmente tomo vergonha na cara e posto um fragmento da entrevista que eu e Paulo Caruso demos no Programa do Ronie Von.
Portanto, "minha bonitinha e meu bonitão", confiram!
Grande Abraço!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Tem gente que gosta do velho circo!


Olá, amigos d'A Caricatura.
Acomodamo-nos com a vida e deixamos de dar o punhado de valor que ela carece para atingir potencialidades cada vez maiores. Até semana última, era o caricaturado acima emblema maior do bizarro, do excêntrico, avizinhando o crime da pedofilia. E sempre tem um povo que espreita o desespero alheio para, de boca cheia do gosto que sentem as aves de rapina, dizer: "estão vendo, de que adianta ter dinheiro se é um estranho"?
Por vezes tenho a sensação de que uma das grandes diversões da humanidade é saber que existe alguém em pior situação... assim sentimo-nos bem; ficamos resignados e agradecidos por nossos pequenos dramas e seguimos a marcha. Mas a alteridade talvez seja a melhor razão para a existência: por mais peculiar e agressiva aos costumes gerais que seja a vida alheia, é, entrementes, uma profunda obra de arte. A morte chega e faz calar os risos que bradavam contra a diferença, deixando um odor de estranheza que não cessa. Michael Jackson passou de alienígena à gênio ante a lente das câmeras sempre ávidas pelo show; ante a mentalidade do abutre. Independentemente dos erros e acertos cotidianos, reconheceu-se nesse outro a humanidade sentida no peito próprio... é uma pena que se tenha de morrer pra isso acontecer.

Grande Abraço.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Quem está com a razão?



Olá, amigos d'A Caricatura!
Se tem uma coisa que eu aprendi com a vida de casado é: urge saber quando a razão está predida. Para mostrar tais pormenores pedagógicos, segue relato de peripécia própria...
Em matéria de serviços domésticos, sou o pai dos inaptos; desenho e escrevo, mas se a demanda tratar do conserto da pia, pode ter certeza que sai mais barato chamar o mais caro dos profissionais. Na semana última, Helena, minha digníssima senhoura, já havia dormido quando eu, como sempre trabalhando às altas horas, percebi que nossa cama estava levemente inclinada. Coisiquica à toa, como diria minha avó, mas para minha visão de caricaturista tratar-se-ia de uma desarmonia intolerável - menos pela falta de simetria e mais pela falha estética. De imediato joguei-me ao chão, heroicamente, e tratei de verificar o mal que havia usurpado a retidão do milenar aparato de descanso. Naquele momento deixei de ser inapto para com essas coisas; era o maior dos reparadores caseiros do planeta!
Já no primeiro ruído, Helena acordou e exigiu explicações sobre o porquê de tamanha perturbação:
- Estou consertando a cama - disse eu, com ar de majestade doméstica, ainda embaixo da cama.
- Mas isso é hora?
- É rápido, já vi o problema.
- Você vai quebrar mais - retrucou Helena num sobressalto, deixando a cama livre -, espera até amanhã... onde já se viu, fazer essas coisas numa hora dessas...
Em meio ao palavreado de descrédito de Helena, respondi (um tanto aborrecido):
- Você precisa confiar mais em mim, amor.
Eu havia vencido! O pequeno parafuso que, frouxo, provocara o desnível, já estava no lugar! A razão era minha! Nesse momento a cama quebrou e o estrado caiu sobre o meu nariz, rasgando-me a pele e fazendo-o inchar até ficar quase adunco. Desvincilhando-me do que sobrara da cama, com as faces embebidas em sangue, encarei o sorriso cínico de Helena e bradei:
- Está contente? Falou tanto que fez a cama quebrar!
Se aprendi outra coisa com o casamento, foi a seguinte: não importa quem está com a razão; eu sempre saio com o nariz sangrando.

Grande Abraço!

A ilustração acima foi para o grupo da Carta Capital.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Rapidinha do Eça!


Olá, amigos d'A Caricatura.
Esse post não estava programado, mas quando li a frase do grande Eça de Queiroz, resolvi dividi-la com vocês. Fantástica, não?
A caricatura é do meu livro - que, garantiu-me a gráfica, sai na sexta-feira. Aí, marcarei a data de lançamento.
Grande Abraço.
Toni.

sábado, 13 de junho de 2009

Meu Habermas na Cult deste mês!

Olá, amigos d'A Caricatura!
Eis meu Habermas, que está nas bancas, encomendado pela Revista Cult. O pensador concebeu a teoria da Ação Comunicativa, que - numa grosseira simplificação minha -, trata da emancipação humana pela linguagem, tão somente, quando todos estiverem no mesmo patamar de possibilidade argumentativa.
Já, no Brasil, o nosso Chacrinha fez um síntese que lembra uma fala do Teatro de Revista: "quem não se comunica se estrumbica".
Grande Abraço.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Grampo ou Concurso Público?

Olá, amigos d'A Caricatura!

Quando era adolescente e sonhava com o estrelato no mundo das artes, idealizei o sucesso vinculado à entrevista no Programa do Jô. Apenas quando eu bebesse da famosa caneca do gordo, estaria realizado. Para tanto, dei-me um limite: 35 anos. Se, ao findar do prazo, não desfrutasse de um mergulho abissal no universo das celebridades, só restaria um concurso público para o Banco do Brasil.
Hoje, na aurora dos 35 anos, que à época jamais chegaria, penso que desfruto de certa maturidade... não tenho ilusões com o sucesso; entendi que este é primo-irmão do fracasso. O Jô Soares já não é o mesmo sujeito espirituoso que nos encantava a todos.
É, mudei muito... não dependo mais da indústria cultural para ser "coroado". Sobrou-me apenas a ínfima vontade de ter o telefone grampeado ilegalmente pelo Estado: dar-me-ia a sensação de que sei muito mais do que realmente sei. Por isso, espero até os 55... ou volto à idéia do concurso público!

Grande Abraço!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Telefone para Confúcio



Seguradora- Boa tarde, senhor Confúcio. Sou representante de uma das maiores seguradoras do país; nossa companhia supera todas as concorrentes do mercado.
Confúcio- "Não fales bem de ti aos outros, pois não os convencerás. Não fales mal, pois te julgarão muito pior do que és".
Seguradora- ...O senhor se preocupa com o futuro?
Confúcio- "Se queres prever o futuro, estuda o passado".
Seguradora- O passado? Senhor, eu gostaria de lhe oferecer um seguro de vida com cobertura total.
Confúcio- "Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente".
Seguradora- Eu sei que é um assunto difícil, mas a morte é inevitável.
Confúcio- "Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro".
Seguradora- ... parece que o senhor não entendeu o que é, exatamente, o meu produto.
Confúcio- "Sem uma língua comum não se podem concluir os negócios".
Seguradora- Imagine que o senhor venha a falecer - Deus nos livre, mas isso acontece com 100% das pessoas- , como ficam aqueles que o estimam?
Confúcio- "O mestre disse: Quem chega aos quarenta anos sem ser estimado, não o será nunca mais".
Seguradora- Meu Deus! Parece que eu estou falando grego!
Confúcio- "Não posso ensinar a falar a quem não se esforça por falar".
Seguradora- Muito bem , vamos com calma... Não acha que é uma atitude inteligente prevenir certos problemas que o senhor não terá como cuidar após a morte? É inteligente, não é?
Confúcio- "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente".
Seguradora- O senhor está me ofendendo, por acaso?
Confúcio- "Ser ofendido não tem importância nenhuma, a não ser que nos continuemos a lembrar disso".
Seguradora- Não precisa falar desse jeito, só estou trabalhando!
Confúcio- "Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida".
Seguradora- Filho da puta!
(Seguradora desliga o telefone.)
Confúcio- "O silêncio é um amigo que nunca trai".

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Carta do Porco à Nação




Caros concidadãos brasileiros:

Venho por meio desta, prestar esclarecimentos concernentes à possível pandemia que ameaça assaltar nosso país. O Ministério da Saúde já tomou todas as precauções recomendadas pela OMS. Urge, portanto, afastar da cabeça da massa qualquer motivação para o pânico. O Brasil está seguro; não há razão para pensarmos o contrário.
Sei que a presente declaração pode, aos ouvidos dos incrédulos, sugerir otimismo desmedido, mas, na qualidade de responsável pelas operações de campo e investido do poder confiado pelo próprio ministro, não medirei esforços para salvaguardar o bem estar da nação.
Eis a mostra evidente de minha obstinação: estou trabalhando - com muita energia e afinco! -, mesmo sentindo os desconfortos de uma gripe violenta.

Ass: Porco.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Toni D'Agostinho desenhado por Paulo Caruso

Olá, amigos d'A Caricatura!
Eis uma caricatura deste que escreve, feita pelo grande Paulo Caruso.
Fiquei muito honrado em ser retratado por um mestre da arte satírica.
Estivemos no Programa Ronnie Von, na Tv Gazeta, falando sobre caricaturas e humor. Em breve postarei um tanto da entrevista.
Grande Abraço.

domingo, 19 de abril de 2009

Telefone para Shakespeare



Operadora- Quem é?
Shakespeare- "Ser ou não ser: eis a questão".
Operadora- A nova lei de portabilidade para celulares já está valendo. O senhor gostaria de trocar de operadora e ganhar um bom aparelho celular?
Shakespeare- "Não existe o bom ou o mau; é o pensamento que os faz assim".
Operadora- Sei... bem, o senhor está satisfeito com a sua atual operadora?
Shakespeare- "Bem pago está quem por satisfeito se dá".
Operadora- Mas eu estou pronto para oferecer um pacote de serviços que, tenho certeza, o seu plano não possui.
Shakespeare- "Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos"...
Operadora- O senhor fala de um jeito esquisito.
Shakespeare- "Há mais entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia".
Operadora- Com uma boa conversa, sei que vamos chegar a um acordo.
Shakespeare- "Os que muito falam, pouco fazem de bom".
Operadora- Olha, eu preciso cumprir a minha cota... pensa que gosto de ligar para os desconhecidos e ficar implorando? Eu só não quero perder meu emprego!
Shakespeare- "Algumas quedas servem para que levantemos mais felizes".
Operadora- Vai pro inferno! (Desliga o telefone).
Shakespeare- "O resto é silêncio".

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Exposição com Dentes mais Brancos

Olá, amigos d'A Caricatura.
Antes que alguém despeje um gracejo, antecipo a troça: o riso da fotografia acima foi especialmente "desenhado" por mim, enquanto esperava pelo "click", para mostrar meu clareamento dental. É posto que a risada deve ser, sobremaneira, espontânea, mas... depois de pagar uns tantos reais pela façanha odontológica, saí rindo de tudo e de todos; menos por leviandade, mais por aquele sentimento que temos ao fazer uma nova aquisição. Atire a primeira pedra quem nunca cedeu à luxúria das compras. As pessoas mostram seus carros novos, seus sapatos, roupas... como se estivessem esfregando nas fuças alheias a possibilidade de consumo. Eu, apenas humano, não sou diferente. Apesar de lutar contra essa "ligeira soberba", sou forçado a, vencido, declarar: eis-me aqui - a mostrar um brinquedo novo: meus dentes brancos.
Prometo que continuarei na peleja, travando combate contra esse hábito tão deselegante e sem lugar numa época de crise. Tenho, todavia, esperanças de que a mania da ostentação passe antes da minha vasectomia... ou a próxima foto será meio esquisita...

Grande Abraço!
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Em tempo: aproveito esse post para agradecer aos meus amigos virtuais: Johnny Blaze, do blog Motoqueiro Fantasma (http://motoqeirofantasma.blogspot.com), que me enviou o selo abaixo; e Ricardo Blauth - que passou lá na estréia da exposição e me presenteou, gentilmente, com um desenho belíssimo (em breve postarei).


quinta-feira, 9 de abril de 2009

A culpa é da minha mulher!

Olá, amigos d'A Caricatura... é com pesar que digito o post de hoje.

Juro que jamais havia erguido a mão para matar uma mosca; até ontem a idéia de que eu pudesse bater em uma mulher, soava a mim como disparate. É impressionante como mudei em apenas algumas horas. Mas se cabe um momento de justificativa pelo meu tormento "medico-monstro", ei-lo num breve relato - triste, mas nunca arrependido.
Assim que soube do teatro de baixeza que minha mulher fora capaz de protagonizar, o sangue me ferveu a alma. A desgraçada teve coragem de fazer... fazer... isso... comigo! Marafona! Helena, a meiga ninfeta por quem me apaixonei, cujas juras de amor e fidelidade sempre estiveram acima de qualquer dúvida, traiu-me com o desprezo que merecem os parvos. Mas não haveria de ser nada; a paga pela injúria seria o sangue que derramar-se-ia! Convicto, esperei pela meretriz sentado na poltrona por toda a tarde. Enquanto o sol fazia seu trajeto pela carruagem de Apolo, eu costurava a trama de minha vendeta. Afinal foi a miserável quem assumiu os riscos quando fez... fez... aquilo comigo! Minha mão ensaiava o golpe com a faca, entretanto o cutelo, que me saltava às vistas, daria o final mais digno das grandes tragédias. Pensei nas palavras que diria antes da estocada fatal, pensei nos olhares, nas expressões. Enfim, a noite chegou e ouvi, aliviado, o ferrolho da porta.

- Olá - disse a Messalina, sem um pingo de vergonha na cara!
- Eu sei de tudo – respondi trivialmente, apesar de todo o ensaio.
- Tudo o quê?
- Não adianta negar, ele me contou.
- Ele? Ele quem? Não sei do que está falando, amor.

Chamar-me “amor” foi a gota que não coube em meu cálice de auto-controle. Ergui o cutelo e deixei que seu peso e a gravidade fizessem o resto. Rachei o crânio como se corta um melão. Olhando aquele corpo que mais parecia marionete sem titereiro, jogado numa poça de sangue, não consegui sentir culpa. Nada... nem um incômodo na consciência. Ela era a culpada! Ele mesmo revelou às câmeras do mundo, em frente ao primeiro ministro inglês:

- Essa crise foi causada por gente branca e de olhos azuis - disse o presidente Lula.

Ao ouvir essas palavras, não restou dúvida sequer... Lula revelara o crime de Helena: branca, de olhos azuis. Quem diria que a algoz da economia mundial dividia a cama com este ingênuo que escreve? É certo que sentirei saudades, mas, ao menos, o mercado financeiro internacional e a boa gente do nosso Brasil já não tem mais nada a temer.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cari & Coroa (7)




Olá, amigos D'A Caricatura!
Outro texto do grande Isaias - com uma caricatura minha de Bentinho.
Grande Abraço!


CAPITU? BENTINHO!... BENTINHO!... BENTINHO!...


Mulheres: perdoem-me! Críticos: se não gostarem, vão lamber sabão. Mas o que eu acho é que esse negócio de “Capitu traiu ou não traiu?” está mais do que manjado. E é um assunto muito chato. Se traiu, Bentinho é corno. E daí? Se não traiu... Bem, aí a história muda. Pra onde? Pro cu do conde onde seu avô se esconde? Bah! Deixem Capitu em paz: o grande nome do romance do Bruxo de Cosme Velho é, mesmo, Bentinho. Não desse ele nome ao livro: Dom Casmurro! Acho que se deveria prestar mais atenção à mudança de qualidade de nosso herói: apaixonado (por Capitu ou pelo Escobar? Ou por ambos?), viu sua vida mudar de feliz, pelo casamento (forçado pela sociedade da época?), para uma vida chata, burguesa, com filhos, com uma esposa perfeita... Acho que ele queria mesmo era soltar a franga, sair do armário, fugir com o amigo Escobar pras Europas (cala-te, boca!). Se Capitu traiu, foi dupla traição: da amada e do amado! (Qual chifre doeu mais?) Virou casmurro: Dom Casmurro! O Bruxo sabia muito mais de gente e da sociedade conservadora de sua época do sonham os exegetas de sua obra. Bem, é isso o que eu queria falar no centenário do Machado e não falei. Fui!

Isaias Edson Sidney

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Telefone para Maluf



Imprensa- Alô?
Maluf- Quem fala?
Imprensa- Gostaríamos de marcar uma entrevista para que o senhor possa dar a sua versão sobre a apreensão dos US$ 22 milhões.
Maluf - Não sei do que está falando.
Imprensa- Oras, o dinheiro enviado ilegalmente pelo senhor - que será repatriado, segundo decisão da justiça de lá.
Maluf - Não tenho dinheiro fora do país.
Imprensa- Mas isso já foi provado.
Maluf- Nunca tive conta em banco estrangeiro.
Imprensa - A existência dessa soma nas Ilhas Jersey é notícia no mundo todo.
Maluf- Nunca tive - ou terei! -, dinheiro fora do país.
Imprensa- Quando foi prefeito de São Paulo...
Maluf- Prefeito de São Paulo? Olha aqui, rapaz, acho que está me confundindo.
Imprensa- Dr. Maluf...
Maluf- Maluf? Quem é esse?
...

terça-feira, 31 de março de 2009

Exposição 50 Razões para Rir!

Olá, amigos d'A Caricatura!
É com grande prazer que convido a todos para a exposição de minhas caricaturas em nanquim. Fica dois meses no Metrô Santa Cecília; depois outras estações.
Divulguem!
Confiram!
Grande Abraço.

em tempo: logo sai o livro.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cari & Coroa (6)

Olá, Amigos d'A Caricatura!
Mais um texto do Isaias - um dos meus dramaturgos preditletos.
A caricatura acima é do antropólogo Roberto Da Matta; fois feita para a exposição Futebol Pensado, no Sesc Vila Mariana, cujos expositores foram Baptistão, Carlinhos Muller e este que, humilde e gloriosamente, vos escreve.
Boa leitura e Grande Abraço.


TORCIDAS ORGANIZADAS E VETERANOS DE FACULDADES: UNI-VOS!

O cara pode ser pobre, rico ou remediado. Pode ter valores cristãos ou de cidadania. Ou, seja: ser um bom sujeito. Para os amigos, para a família. Para a sociedade.

Mas, juntam-se dois ou mais desses “bons sujeitos” numa torcida organizada ou num pretenso “clube” de veteranos e a merda está feita. Tornam-se monstrinhos, capazes de agredir, de torturar e até matar.

A única diferença entre os “torcedores organizados” e os “veteranos” de nossas faculdades é que os primeiros são uma praga que ocorre em todos os jogos, durante todo o ano, e os segundos só aparecem na época das matrículas. Mas, são ambos uma praga. Que precisa ser combatida com muita, mas muita mesmo, educação. E um tanto de repressão.

O trote é uma estupidez. E não me venham com esse troço de “trote solidário”, não. É tudo a mesma porcaria. Se querem demonstrar um mínimo de civilidade e não de barbárie, que recebam os novos alunos com uma festa, com um baile, com um desfile de carnaval. Nunca na porrada.

Porque, na porrada, nossos ilustres universitários se unem às torcidas organizadas, para bater, ferir, matar e morrer em nome de... nada, absolutamente nada!


Isaias Edson Sidney

quinta-feira, 19 de março de 2009

Telefone para Deus


Diabo - (Ao telefone) Alô, Deus?
TeleDeus - Desculpe, mas Deus está ocupado.
Diabo - ...como ocupado? Deus não é onipresente?
TeleDeus - Sim, mas está numa reunião que demanda toda a Sua atenção.
Diabo - Que história é essa? Deus não é onisciente?
TeleDeus - É... mas Ele está muito cansado...
Diabo - Ele é Todo-poderoso!
TeleDeus - Desculpe, senhor, mas eu só trabalho aqui. Se quiser fazer uma reclamação pode falar com a nossa ouvidoria celestial.
Diabo - Pois eu quero.
(Depois de meia hora de musiquetas de elevador a linha cai.)
Diabo - Estou começando a desconfiar que Deus está me evitando. Mas... logo Ele... que a tudo perdoava.

*A ilustração acima foi feita por mim para a Revista Imprensa. Está nas bancas, confiram!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Eu, Mamãe e Psicose.

Olá, amigos d'A Caricatura!

Não é preciso ter assistido a genialidade de Hitchcock, em Psicose, para saber que as grandes tragédias da vida de um homem já estão bordadas na saia de sua mãe - desde o nascimento do pimpolho. De nada vale a prevenção; é quase lei natural: por mais que o caboclo esteja escorado em dignidades e honrarias, há sempre um ridículo matriarcal de tocaia, pronto para assaltar a masculinidade construída às custas de muito suor. É duro admitir, mas um homem aos olhos de sua genitora jamais deixará de ser um inocente mocetão. Para sustentar meus argumentos, narro, pois, o evento do qual fui protagonista ao lado de minha doce e sempre conveniente mamãe.

Um pronto socorro público recebeu a mim, às três e meia da madrugada, com uma crise de gota (excesso de ácido úrico que cristaliza nas articulações e gera dor aguda, principalmente no dedão do pé). Para entender a situação em que me encontrava, é mister fazer breve exercício de visualização - sobretudo para quem não é ávido usuário dos serviços de saúde do Estado: à frente, um jovem de vinte e tantos anos, com uma faca cravada na coxa, era atendido no corredor; ao meu lado um homem baleado no peito, algemado à maca e acompanhado por dois policiais, aguardava a morte certa... (cenário perfeito para um suspense de Hitchcock), e eu... em companhia desses pacientes, já me sentindo ridículo, com "dorzinha no dedão do pé". Todos fomos conduzidos à sala interna. Minha mãe, assustada com a situação, permaneceu no primeiro saguão. Entretanto, ao saber que eu teria de tomar uma injeção, ela entrou e, soltando os bofes e agitando os braços, gritou:

- Toni, toma na nádega!

A vítima da facada, os dois policiais, médicos, todos me olhando. Todavia, o mais impressionante foi o moribundo, que, reunindo o punhado de força vital que lhe restava, tentou erguer-se e virou a cabeça em minha direção... naquele momento eu pude ouvir seus pensamentos e tive a certeza de que ele morreria mais feliz se visse o meu rosto... o rosto do sujeito que iria "tomar na nádega".

Perto de minha mãe, Psicose é "sessão da tarde".

domingo, 8 de março de 2009

Stand up comedy do Arcebispo de Olinda

Stand up comedy é uma performance na qual um comediante fica em pé, diante de um microfone, e mostra a que veio. Muito apreciada no exterior, a atração caiu no gosto do brasileiro. Reza a lenda que em Olinda um humorista está fazendo um show cheio de graça, verdadeiro sucesso: ele trata casos contemporâneos de violência doméstica com os mesmos valores da idade média, interpretando um inquisidor à la Torquemada. Parece que em um dos quadros mais comentados pela platéia, o comediante, trajando o manto sacro, excomunga os médicos e a mãe responsáveis pelo aborto - dentro dos ditames legais -, feito em uma criança de nove anos, estuprada pelo padrasto; o show chega ao clímax com a declaração de que só o estuprador não corre risco de excomunhão, já que a igreja não considera o estupro crime gravíssimo.

Apesar da platéia ir às gargalhadas com as peripécias do Arcebispo, há sempre uns descontentes que preferem mostrar a carranca, alegando que uma coisa tão absurda jamais aconteceria na realidade; mas o stand up comedy tolera um tanto de ficção, portanto as críticas são infundadas. Devido ao sucesso e à casa lotada, o humorista dom José Cardoso Sobrinho está preparando um segundo show no qual a própria criança vai ser excomungada por ter sido estuprada.

Quanto tempo ficará em cartaz?

sexta-feira, 6 de março de 2009

A Dor de Cabeça do Palhaço!




Olá, amigos d'A Caricatura!

Em minha modesta e humilde - embora magnífica -, opinião, o riso é o gesto humano que mais exprime nossa essência. Não vou cair no chavão de escrever que "é o melhor remédio", mas afirmo, sem receio, que rir nos ajuda a enfrentar as vicissitudes da vida.

Se há uma figura que encarna com legitimidade o tipo ridente e seus excessos, essa figura é a do Palhaço. Mas ultimamente parece que o bufão do nariz vermelho não tem motivo para rir: o profissional circense já não é mais isento de pagar CCM - um dos tantos tributos que nós brasileiros, profissionais liberais, pagamos. É, meus queridos, a máquina de arrecadação do Estado deu um jeito de lançar suas redes sobre os largos sapatos cor de laranja!

Fico imaginando o que acontece se o Palhaço, nada acostumado com a burocracia, der de ombros à obrigação tributária e não pagar o imposto... Certamente a Justiça há de incluir um tal contribuinte "Pistolinha" no cadastro da dívida ativa da União. Se a insistência em não contribuir se mostrar irredutível, só resta às autoridades o confisco de bens. Mas alguém já viu as posses do Palhaço? A única coisa que ele tem é um fusca cor de rosa, com bolas roxas, no qual moram mais vinte Palhaços que também não pagam CCM. O que o Estado vai fazer com isso?

Para evitar tanta dor de cabeça... só rindo!

Grande Abraço!

*a caricatura acima já consta de postagem anterior, mas sem a frase e a formatação. Resolvi, portanto, postá-la novamente - já que escrevi esse "textículo" inspirado justamente na citação de Groucho Marx.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aspectos da Revolução: tira 7

segunda-feira, 2 de março de 2009

Adesão das Massas: tira 6

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sexy Fat Man: tira 5

Cari & Coroa (5)

Olá, amigos d'A Caricatura!

Meu grande amigo Isaias escreveu, como sempre, um texto da maior relevância. Já que trata do carnaval, resolvi postá-lo antes de outros que já estavam na fila.
Ei-lo:



POLITICAMENTE CORRETO

A expressão enquadra, asfixia e engaveta o humor, a crítica, o comentário mais ácido. Politicamente correto é chuchu sem molho. No entanto, ultrapassar limites é correr riscos.

Madrugada de terça de carnaval. Ligo a tevê para ver o indefectível baile gay. Sempre me diverti com o desfile de pessoas engraçadas, exóticas, exageradas em suas fantasias e produções de peitos e bundas de silicone. Os apresentadores (Otávio Mesquita ou Monique Evans) sempre brincaram e tiraram sarro de sacadas hilárias de travestis e assemelhados.

Mas a dupla de apresentadores desse ano, Cristiano Pior e Robaldo Esperman, embora se fizessem de gays, deram um show de deboche, preconceito e homofobia.

Dizem que são sempre assim com seus entrevistados, celebridades ou não. Agridem. Chocam. Ofendem. Desdenham do politicamente correto. Mas, há um limite: se ofendem a um indivíduo, chamando-o de “rolha de poço”, este pode reagir.

Mas, quando a ofensa se dirige a toda uma parcela da população, no caso, os gays e seu variado cardápio de opções sexuais? O que eles fizeram no tal baile, em nome do desprezo ao politicamente correto, foi incentivar a homofobia, acentuar o ódio e o preconceito contra uma parcela da população que merece respeito e estava ali para se encontrar, para brincar o carnaval e se divertir. Direito que todos têm.

Molho demais no chuchu desanda.

Isaias Edson Sidney

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Esboços Sociais



Confissão dos Feios

Olá, amigos d'A Caricatura...

Muito bem, não precisamos mais fingir que nada está acontecendo. Podemos parar com as mentiras e a hipocrisia. Chega de fechar os olhos à verdade que nos afaga as faces!
O mundo é mais fácil para quem é bonito.
Escrevo isso com certa tristeza, mas sou forçado a admitir que esse é o fato mais verificável que existe - e o faço confessando minhas próprias ações: quantas vezes cedi o lugar à moça bonita que galopava seu salto alto, bambolenado as nádegas - que me hipnotizavam! -, enquanto a feia, que continuava em pé, jamais saltou-me às vistas? Quantos dedos mais deveria eu ter para contar as noites em que só encarei a feia, com sorriso de segunda intenção, quando toda a sorte de olhares bonitos já não eram mais opção? Por fim, quantas oportunidades dei à bonita que irritava com sua voz estridente e observação fútil, enquanto a feia transpirando talento continuaria procurando ocupação remunerada?
O mundo é mais fácil para quem é bonito.
E somos "treinados" para reproduzir esse valor, o da exaltação de um padrão de beleza historicamente construído.
O que restou a nós, os feios?
Restou, caros amigos, compensar "o que a natureza não favoreceu", com perícias sociais admiráveis... de minha parte, fui fazer teatro e desenho... e tento sempre estar arrumadinho e cheiroso.

O esboço caricato acima foi traçado em grafite; é de Ringo Star, feio de carteirinha, mas era um Beatle - fato que o tornava mais do que bonito.
Grande Abraço.